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Da Cruz à Ressurreição

É uma alegria partilhar contigo esse momento tão especial para nós! Este site está sendo pensado, sonhado, “rezado” há um bom tempo. Somos muito felizes por poder partilhar com nossos irmãos essa ferramenta de evangelização e de partilha de vida, de modo a nos tornarmos mais próximos uns dos outros. Queremos nos ajudar mutuamente a vivermos o chamado que o Pai faz a cada um de nós todos os dias.

Somos uma Comunidade que está entrando na “adolescência”, temos apenas 11 anos. Estamos crescendo e amadurecendo com os acontecimentos que somos chamados a viver a cada dia, a cada momento e, porque não dizer, a cada instante. Cremos que já podemos partilhar contigo as graças que temos recebido ao longo desses anos que Deus nos concedeu de existência.

O Espírito Santo nos impele a viver “o seguimento de Jesus Mestre”. Este é um trecho do nosso carisma que diariamente ganha um sentido atualizado na minha vida. Há poucos dias, no início da semana santa, tivemos a cena de Pedro questionando Jesus sobre aonde Ele iria. A pergunta de Pedro é “Senhor, para onde vais?”, e Jesus responde: “Para onde vou, não podes seguir-me agora, mas seguir-me-ás mais tarde”. Esse diálogo entre Pedro e Jesus calou em meu coração que é tão semelhante ao coração de Pedro. Assim como Pedro, eu também desejo seguir Jesus em tudo, agradá-lo, cumprir Sua vontade, ser fiel ao seu plano, ser obediente, enfim, segui-Lo até o fim. Entretanto, somos tentados a olhar apenas para os mistérios da alegria da vida de Jesus. Podemos cair na tentação de olhar e seguir, apenas, o Jesus das curas e milagres, aquele que ressuscitou Lázaro, o filho da viúva de Naim, a filha de Jairo, e acabamos não olhando o Jesus que sofreu profundamente na cruz e que nos salvou através da Cruz.

Meu irmão, nós não podemos crer num Jesus mágico, que está pronto a realizar nossos desejos pessoais. Não posso inventar um Jesus, e sim, devo lê-Lo na Palavra, acolhendo a Palavra de salvação – da minha salvação, da tua salvação, da nossa salvação! Santo Afonso de Ligório nos fala sobre o amor extremo de Jesus e a sua obediência ao plano do Pai. Ele diz: “assim como lhe foi mandado sofrer uma morte, do mesmo modo, se lhe tivesse sido ordenado que sofresse mil mortes, ele teria amor bastante para sofrê-las todas”. Na cruz, está presente um Deus apaixonado, disposto a fazer tudo para restabelecer uma nova e eterna aliança com o Pai. Aqui está respondida a pergunta de Pedro – eu vou dar a vida por ti, queres me acompanhar?

É fácil seguir Jesus quando somos tomados pelo fervor e pela empolgação! Ainda que haja muitas passagens no evangelho nos remetendo às exigências de Jesus, de que o discípulo não tem onde reclinar a cabeça, de que devemos viver as bem-aventuranças e buscar a perfeição, acabamos não tornando como verdade algo que é essencial na vida do discípulo – o carregar a cruz. Carregar a cruz é indispensável para o seguimento de Jesus. O seguimento de Jesus passa obrigatoriamente pela cruz. Creio não ter dito nenhuma novidade. Meu irmão, o discípulo tem o mesmo caminho do seu Mestre! A vida de Jesus é a obediência até o fim, até a cruz.

E Jesus diz a Pedro, tu não podes me seguir agora. Jesus sabe do que Pedro é capaz, assim como sabe que resposta de vida cada um de nós pode dar. Entretanto, eu não posso me iludir com minhas declarações vazias de sentido a Jesus. O Mestre sabe se eu estou ou não estou preparada para cruz pesada, para o sofrimento. Pedro é insistente e continua perguntando: “Senhor, porque não posso te seguir agora? Darei a minha vida por ti!” Nós temos atitudes muito semelhantes as de Pedro. No ímpeto do amor sentimental, que ainda não foi provado na dor, damos respostas imaturas a Jesus. Prometemos tudo e não fazemos nada, isto chama-se imaturidade de fé. Não podemos cultivar um relacionamento imaturo com o Mestre. Jesus bem sabia que o coração de Pedro ainda não estava pronto.

A Palavra da Paixão de Jesus vai se tornando verdade, vai sendo edificada em nós a partir das situações que somos chamados a viver diariamente. E é dessa forma que tomamos posse da Ressurreição! Vivendo a cruz, entendemos a vitória de Jesus sobre a morte. Vivendo a cruz, entendemos a nossa salvação. Ainda que a salvação não seja dada pelo nosso entendimento, mas por um relacionamento com a pessoa de Jesus Cristo, com o Filho de Deus que é apaixonado pela humanidade. Meu irmão, busque um relacionamento verdadeiro e profundo com Jesus – da Cruz à Ressurreição.

Josiane Azevedo
Comunidade Nos Passos do Mestre
josiane@nospassosdomestre.com.br
@josinpm



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