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A humanidade em extinção

O Século XX iniciou e se desenvolveu sob o signo da explosão demográfica. Viveu a síndrome da superpopulação. Começou a tomar medidas eficazes para inibir o crescimento populacional. Reduziu, por isso, drasticamente os nascimentos, enfatizando o planejamento familiar, centrado no controle da natalidade.
As medidas, tanto publicitárias como políticas anti-natalistas deram resultado. A população do mundo deixou de crescer. Em muitos países chega ao decréscimo. A Europa, p.ex. vê diminuir o número de cidadãos. Começa, conseqüentemente, a sentir o impacto da imigração, especialmente vinda do terceiro mundo, descaracterizando sua própria cultura.
Independente das políticas públicas contrárias à natalidade, notamos três fatores que, a longo prazo, podem levar à extinção da humanidade na face da terra. Não falamos do fim do mundo, como de uma catástrofe universal, mas do fim da humanidade à semelhança do que se fala da extinção de certas espécies de animais e de plantas. No caso humano resulta do teor de vida que se está adotando. O terceiro Milênio assiste ao início do ocaso da humanidade simplesmente porque tornou a vida humana na terra extremamente complicada, cara e destituída de ideais ou de sentido. Analisemos brevemente estes três fatores.
Em primeiro lugar está a complicação da vida. Fala-se, é verdade, que hoje tudo é mais fácil. Mas se constata também que se torna cada vez mais difícil chegar a estas facilidades. No tempo de Cristo se perguntava, no contexto de apenas 613 preceitos oficiais, sobre qual seria o maior, para apurar a essência da moral. Hoje as leis se multiplicaram a ponto de se tornar praticamente impossível observá-las todas. E os impostos, como conseqüência, asfixiam a vida dos cidadãos.
Em segundo lugar vem o custo de vida. Está cada vez mais caro viver no mundo de hoje. Não fosse por motivo ideológico, impõe-se uma redução drástica da natalidade por um simples fator econômico. Ninguém ousaria hoje ter l0 filhos ou mais, como acontecia antigamente. O preço se torna proibitivo e as condições de vida são tão elevadas que os casais se vêem obrigados a reduzir os nascimentos a um ou não querem nenhum filho simplesmente para não estourar o orçamento. A manutenção da vida é cara demais e, paradoxalmente, cada vez menos apreciada.
Em terceiro lugar cortou-se o horizonte da vida. A visão é imediatista. De um lado se nega a existência de Deus, como origem e fim da vida e, de outro lado, se desvia a tendência religiosa para outros fins. Não tendo mais perspectivas, começa-se a sentir o vazio da vida. Conseqüentemente cada um procura usufrui-la ao máximo, sem se importar com o futuro da humanidade. Não deixa descendência. É a extinção do gênero humano, levado a efeito pela própria vontade dos homens. Só pode ser revertida por uma verdadeira conversão, ou seja, por uma mudança de postura frente à vida, tornando-a mais simples, menos dispendiosa e com valores mais consistentes.

Dom Dadeus Grings

Fonte: www.arquidiocesepoa.org.br


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