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O Fim do Imperialismo

A humanidade tem assistido, ao longo de sua História, a sucessão de muitos Impérios, que se foram mutuamente eliminando ou superando. No Ocidente fala-se de três Impérios: o Romano, o Cristão e o Nazista. Os dois primeiros duraram mil anos cada um. O Terceiro, que quis rivalizar com eles, teve a efêmera duração de 33 anos. Ao lado deles constatamos o Império russo dos Czares, o Império chinês, chamado celeste, o Império Otomano dos Muçulmanos. Com a implosão da União Soviética, que por algum tempo condividiu o império sobre o mundo com os Estados Unidos, sobrou somente o Império norte-americano, como último baluarte do imperialismo na terra.
O Terceiro Milênio trouxe mudanças profundas, bem superiores ass do fim da Primeira Guerra Mundial, que pôs por terra os três grandes impérios que organizavam a vida do Ocidente: o Império Àustro-Húngaro, o Império dos Czares e o Império Otomano. Deixou um vazio que resultou nos grandes totalitarismos da primeira metade do século XX. Agora, porém, o inimigo que ameaça o último Império, o mais poderoso em armas e, paradoxalmente o mais frágil em segurança, é invisível. Basta lembrar que Bin Laden, escondido em alguma parte da terra, está jurado de morte tendo sido enviados inutilmente exércitos inteiros para capturá-lo. Faz tremer de medo o mais poderoso Império. Além disso, a Internet, com os modernos meios de comunicação, lhe dá o golpe fatal. Basta um portal de Wikileaks, com 250 mil informações secretas, para por a descoberto a fragilidade de sua política e de sua diplomacia. Mostra ao mundo como age um Império que quer impor sua política aos demais. Despiu o rei.
Pergunta-se agora, com certa apreensão: quem está errado: os Estados Unidos ou o Wikileaks? O problema transcende a própria verdade. Rompeu-se o segredo. Revelou-se um mundo de intrigas e confusões. O erro está na divulgação, privilegiando a atitude de quem age mal? Ou está no modo de agir do poder imperial? Quer-se proteger o poder contra a verdade ou se quer que a verdade liberte do poder corrupto? Prefere-se a legalidade ou a eticidade?
Não há dúvida de que os prejuízos das revelações são arrasadores. Muito mais fortes que as bombas atômicas. Trarão instabilidade para o mundo, como foi a destruição dos três Impérios na segunda década do século XX? É preciso reconstruir a paz e a vida humana sobre outras bases: da verdade, da justiça, da solidariedade. As armas de guerra, de altíssimo custo e de efeitos desastrosos, nunca foram benéficos. Estão superadas. Há um novo clima em que as comunicações avançam sobre as trincheiras adversárias, bem mais que os aviões, que tornaram inócuas tanto as muralhas das cidades como as trincheiras dos frontes de batalha. Criou-se um sexto continente, - o da comunicação. Não ocupa espaço, mas está presente em toda parte. Cria uma nova mentalidade e uma nova humanidade. Esperemos e nos esforcemos para que seja mais pacífico, mas solidário e mais confiável que os Impérios baseados na força das armas e do poder.

Dom Dadeus Grings

Fonte: www.arquidiocesepoa.org.br


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