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Nosso julgamento de Jesus

Depois do julgamento feito pelo Sinédrio de Jerusalém, Jesus, passando apenas programaticamente pelo tribunal do Procurador romano, Pôncio Pilatos, e de Herodes, foi morto numa Cruz. A significação da condenação deve ser buscada no Sinédrio. Chegamos a uma encruzilhada, que bifurca os caminhos dos homens. O Sumo Sacerdote e seu Sinédrio sabiam muito bem disso. Sua decisão é emblemática. Não envolve apenas judeus, mas a humanidade inteira. Por isso foi importante que ela fosse homologada pelo poder civil do Império Romano. Diante de Jesus há que se tomar uma decisão definitiva sobre a vida, a religião e a História humana. Quem é este homem, de nome Jesus? Que representa para a religião? Que significa para o Judaísmo? Qual seu sentido para a vida?
Em outras palavras, assim como o Sinédrio julgou Jesus e o condenou à morte, cada pessoa emite seu julgamento sobre Ele e, eventualmente, o crucifica, o que equivale a rejeitá-lo ou negar-lhe acolhida. O Sinédrio entendeu que, se reconhecesse Jesus como o Cristo e o acolhesse como Filho de Deus, necessariamente deveria mudar radicalmente: declarar superada a Aliança Sinaítica e optar pelo Reino apregoado por Ele. Seria, em outras palavras, seu fim. Não querendo ou não podendo ir por esta alternativa, só lhe restou eliminá-lo. É o que faz todo aquele que é posto nesta situação para decidir seu destino.
O Sinédrio se encontrou numa situação paradoxal. Tinha diante de si um homem, cuja fama se espalhara por toda a região: um homem que falava com autoridade, como ninguém o fizera até então; um homem que fazia prodígios, que deixavam o povo maravilhado e perplexo. Tinha uma personalidade que atraia e irradiava o que há de melhor na humanidade. O Sinédrio decidiu matá-lo.
Mas o inverossímil aconteceu. Este homem, cruelmente morto na Cruz, que Paulo chama “escândalo para os judeus e opróbrio para os pagãos”, reaparece na comunidade dos fieis. Está vivo. Agora não como o Sinédrio o conheceu, ainda não glorioso. Os homens devem decidir se o acolhem ou rejeitam, apresentado em seu mistério pascal. Precisam fazer seu julgamento: condená-lo ao ostracismo, como alguém morto e, por isso, pertencente ao passado, ou mudar a própria conduta, seguindo-o.
Seguir Jesus ou eliminá-lo, por isso, não se reduz a uma atitude similar do Sinédrio: do homem histórico, com sua vida, sua doutrina, sua personalidade. A aceitação, agora, passa pela Cruz. Jesus morto e ressuscitado é acolhido como sabedoria e como poder de Deus. A fé cristã tem tudo a ver com a Cruz. Deus passa pela Cruz. Isto se torna extremamente difícil de crer e de compreender. Apresenta não só uma nova e inaudita ideia de Deus, como também propõe uma nova dimensão da salvação. Paulo fala do escândalo da Cruz. É a marca do Cristianismo.
Para entender esta dimensão e, consequentemente, fazer responsavelmente o julgamento acerca de Jesus e da salvação, vamos colocar estas considerações, no contexto do grande julgamento do Sinédrio frente ao religioso. Como e por que optar por Deus? Quem é Deus para nós? E que nos diz a Cruz?

Dom Dadeus Grings

Fonte: www.arquidiocesepoa.org.br


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