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Não julgue um sabor pela cor!

Um dia desses fui almoçar no restaurante de costume com três colegas. O prato era sopa, e tínhamos duas opções: creme de ervilha e creme de moranga. A primeira, garantida e saborosa; a segunda, de moranga, nunca havia provado.

Ao entrarmos, uma das mesas estava sendo desocupada: uma moça a deixara e, sobre ela, um prato do creme de moranga, quase cheio! Eu, que já tinha desconfiança sobre o sabor, optei pelo creme de ervilha. Assim como eu, uma outra colega pediu a de ervilha; os dois colegas homens que nos acompanhavam, foram na de moranga.

Depois das primeiras colheradas, um dos meninos comentou: “muito bom este creme de moranga!”. Eu e a colega que pedimos a de ervilha, confessamos que o fato da cliente que saiu e deixou o prato quase cheio nos deixou com medo de experimentá-lo. Não havíamos comentado nada antes, mas pensamos a mesma coisa. O colega que elogiou a sopa, disse que foi motivado justamente pelo prato quase cheio abandonado sobre a mesa; ao ver a cena, ele pensou: “puxa, essa sopa deve ser tão consistente, que a moça nem deu conta de comê-la toda”. Rimos e aguardamos o outro colega, que falava ao telefone, para saber afinal qual o motivo que o levou a pedir o creme de moranga.

Quando questionado, ele falou: “ora, imaginei que a moça estava com pressa e, como aconteceu comigo ontem, a sopa muito quente não pode ser apreciada toda!” Rimos muito e percebemos que, a mesma situação, vivida ao mesmo tempo por quatro pessoas, apresentou três pontos de vistas completamente diferentes, que nos levaram a atitudes diferentes.

Infelizmente, a moça foi embora sem que conseguíssemos descobrir qual era a motivação real do abandono da sopa. Mas partilhando o acontecimento com meu marido, relembrei-me como fazemos isso o tempo todo, julgamos e damos sentenças às pessoas e aos fatos. Nossa interpretação, nossa razão, muitas vezes quer ser razão dos outros e queremos entender tudo e todos sob a ótica limitada do nosso conhecimento.

Abra-se a novas possibilidades. Dialogue mais. Aceite mais. Perdoe mais. Ame mais.  Afinal, não foi isso que Jesus fez ao encontrar Madalena, Zaqueu ou a Samaritana? Não é isso que Ele faz cada vez que se encontra com você?

“Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” Mt 11, 29.

Jesus, manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Michelle Martins
Comunidade Nos Passos do Mestre
michelle@nospassosdomestre.com.br
@michellepp_


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