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Formação

O Ano Vocacional

Ainda no eco do Ano Sacerdotal e do Centenário da Província Eclesiástica do Rio Grande do Sul, a Arquidiocese de Porto Alegre organiza um Ano Vocacional. Inicia com uma Missa solene asa 15 horas na catedral, no próximo dia 7 de agosto, mês vocacional, e vai até a agosto de 2012. Visa ao incremento da animação vocacional e conseqüentemente ao aperfeiçoamento da formação.


O documento 93 da CNBB, das Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil, aprovada pela Congregação para a Educação Católica, na data de 3 de julho de 2010, mostra que “a vocação, como fenômeno humano, se inscreve na profundidade da pessoa em sua busca por ser mais e melhor. Na dinâmica evangélica, a vocação humana se caracteriza pelo desejo de realizar a vontade de Deus e deixar-se transformar por ela”(n 33).


O Documento episcopal pede que a pastoral vocacional seja “assumida com novo, vigoroso e mais decidido compromisso por parte de todos os membros da Igreja, na consciência de que ela não é um elemento secundário ou acessório, nem um momento isolado ou setorial, quase uma simples parte, ainda que relevante, da pastoral global da Igreja”( n 102).


As Diretrizes para a Formação dos Presbíteros garantem que a pastoral vocacional é responsabilidade de todo o Povo de Deus. Prevê, em cada Diocese, uma equipe para coordenar o serviço da animação vocacional, com a programação de encontros vocacionais. Além disso, prescreve a formação de uma equipe em cada paróquia e comunidade, animada pelo pároco, para promover encontros vocacionais com crianças, adolescentes e jovens, bem como favorecer uma orientação vocacional personalizada (nn 105-108)


O Documento dos Bispos do Brasil apresenta também o rosto do presbítero de hoje, a partir de oito títulos,que lhe são conferidos: 1. padre: indica sua paternidade espiritual; 2. presbítero, designando o sábio,o mestre, conselheiro e guia; 3. sacerdote, como liturgo da comunidade e ministro de Deus, cujas manifestações devem todas ser “sacerdotizadas”; 4. homem de oração, especialista nas coisas divinas, místico e mistagogo, que leve os fieis a encontrar-se com o mistério de Deus; 5. servo para servir e não para ser servido; 6. profeta para anunciar e testemunhar a Palavra de Deus, como mensageiro de Jesus Cristo; 7. pastor, como guia religioso à frente do Povo, conhecedor das realidades humanas e coordenador da ação pastoral; 8. discípulo missionário, de acordo com a V Conferência de Aparecida (Diretrizes nn. 61-70).


Faço votos de que este Ano Vocacional ajude toda a comunidade católica a refletir sobre a natureza da vocação presbiteral e a empenhar-se, pela oração, pelo estímulo e pelo trabalho pastoral, para que surjam muitas e santas vocações em nossa Arquidiocese, a fim de que não aconteça que os filhos peçam o Pão da Palavra e da Eucaristia e não haja quem lho distribua. O sacerdote é dom de Deus para seu Povo. Se é dom, deve ser pedido, com insistência, de acordo com a ordem do Divino Mestre.

Dom Dadeus Grings

Fonte: www.arquidiocesepoa.org.br


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