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O que é o homem aos olhos de Deus?

A Igreja nos traz importantes reflexões sobre o homem que servem como base para o caminho do  autoconhecimento. Partiremos de duas questões: O que é o homem? Para que ele foi criado?

O Papa João Paulo II escreve a Veritatis Splendor, em 06.08.1993,  abordando questões fundamentais do Ensinamento Moral da Igreja:

            O ESPLENDOR DA VERDADE brilha em todas as obras do Criador, particularmente no homem criado à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1, 26): a verdade ilumina a inteligência e modela a liberdade do homem, que, deste modo, é levado a conhecer e a amar o Senhor.

             1. Nas profundezas do seu coração (do homem), permanece sempre a nostalgia da verdade absoluta e a sede de chegar à plenitude do seu conhecimento. Prova-o, de modo eloqüente, a incansável pesquisa do homem em todas as áreas e setores. Demonstra-o ainda mais a sua busca do sentido da vida.

            10. A Igreja, instruída pelas palavras do Mestre, crê que o homem, feito à imagem do Criador, redimido pelo Sangue de Cristo e santificado pela presença do Espírito Santo, tem como fim último da sua vida ser «para louvor da glória» de Deus (cf. Ef 1, 12), vivendo de modo que cada uma das suas ações irradie o Seu esplendor. «Conhece-te, pois, a ti mesma, ó alma bela: tu és a imagem de Deus — escreve S. Ambrósio —. Conhece-te a ti mesmo, ó homem: tu és a glória de Deus (1 Cor 11, 7). Escuta de que modo és a sua glória. Diz o profeta: Admirável se tornou a Vossa ciência que irradia de mim (Sal 138, 6), ou seja: nas minhas obras, a vossa majestade é mais admirável, a vossa sabedoria é exaltada na mente do homem. Ao debruçar-me sobre mim mesmo, que Vós perscrutais até nos pensamentos secretos e nos íntimos sentimentos, eu reconheço os mistérios da vossa ciência. Conhece-te, pois, a ti mesmo, ó homem, quão grande és, e vigia sobre ti ».

           Não há dúvida de que o homem está sempre buscando respostas sobre si mesmo. Nas ciências humanas, quantas e quantas teses sobre o que é o homem e como ele se desenvolve? Quantas abordagens filosóficas, antropológicas, correntes psicológicas,... Tantas e tantas ciências buscam descobrir os mistérios da vida, pesquisas e mais pesquisas do cérebro humano, doenças, curas, o segredo disso e daquilo, tudo numa incansável busca pela descoberta do próprio ser humano e conseqüentemente, do sentido da vida. Isso é inerente a condição do homem.

            A primeira consciência que devemos ter como cristãos é que nós somos a abra prima da criação! Nós somos a glória de Deus!A paisagem mais bela, o animal mais interessante, a flor mais majestosa...tudo isso é fascinante e  bom. Mas nós, seres humanos, somos muitos mais caros a Deus, muito mais belos e fascinantes. Somos os seres que como criaturas foram elevados a condição de imagem e semelhança do próprio Criador que viu isso como muito bom

            Antes que fossemos formados no ventre materno, Deus já nos conhecia e nos chamava pelo nome... Somos preciosos aos seus olhos, apreciados e amados pelo Amor! Mesmo com o terrível pecado original que nos afastou da intimidade com o Criador, o Pai não mede esforços para nos resgatar, enviando inclusive seu Filho para a remissão do homem. É preciso que nos apropriemos dessa verdade de fé!

            Para aqueles que querem responder sim ao caminho de discipulado há uma reflexão importante a ser feita autenticada na Veritatis Splendor:

             19. É o próprio Jesus que toma a iniciativa, chamando para O seguir. Aqui não se trata apenas de dispor-se a ouvir um ensinamento e de acolher na obediência um mandamento. Trata-se, mais radicalmente, de aderir à própria pessoa de Cristo, de compartilhar a sua vida e o seu destino, de participar da sua obediência livre e amorosa à vontade do Pai.

             21. Seguir Cristo não é uma imitação exterior, já que atinge o homem na sua profunda interioridade. Ser discípulo de Jesus significa tornar-se conforme a Ele.

           O Filho de Deus, nosso Mestre, faz-nos um convite. O chamado é para sermos discípulos fiéis (seja o vosso sim, sim e o vosso não, não!) numa obediência livre a vontade do Pai. Tornar-me conforme o Mestre, não por mero conformismo passivo, mas por decisão própria e ativa, fruto de uma maior aproximação de si mesmo e do Santo Espírito, hóspede de nossas almas.

Patrícia Espíndola de Lima Teixeira
Psicopedagoga
Membro do Tabor
pp.patriciateixeira@gmail.com


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