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Formação

O Desejo de Mudança

Desconheço alguém que não tenha anseios, que não elabore mesmo que no inconsciente a transformação de um algo em si, para o seu bem e  principalmente para o bem do outro. É isso mesmo! Nosso desejo de mudança tem sua razão intrínseca no bem alheio. Por nós mesmos, este motivador seria facilmente sucumbido, negado, desqualificado. Porque adaptar-se a si é perfeitamente natural. Viver com minhas imperfeições e minhas misérias, quando não tenho a referência do outro. Faz com que elas não sejam tão imperfeitas assim e nem tão miseráveis. Sendo assim, o desejo de mudança fica em um plano muito menos seletivo, muito menos agudo e terrivelmente superficial.

Lembro-me do Pequeno Príncipe, de Saint Exupéry, com suas motivações tão genuínas em virtude do amor por sua rosa e seus vulcões, mesmo morando no pequenino planeta B612. Em contradição com aqueles planetas que ele (o Pequeno Príncipe) conheceu, onde só havia uma pessoa por planeta. Um, com um rei que reinava sozinho no seu reino de um homem só; outro com um louco solitário administrador de estrelas e ainda outro, com um homem que era acendedor de lampião, que trabalhava obstinadamente, acendendo e apagando um lampião sem saber a razão de sua tarefa.

Não trazer em sua consciência, todos os dias, este desejo de transformação rumo à perfeição e santidade, é um grave problema. É como varrer uma casa e colocar a sujeira do quarto para a sala, da sala para o banheiro, conforme a conveniência. Eu não a vejo, não me incomoda, então não está lá. “Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância; mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento” (1Pe 1: 14-15).  O escritor C.S Lewis em, O Cristianismo Puro e Simples, nos fala: “A vida cristã é simplesmente um processo de ter seu caráter natural transformado em um caráter de Cristo.” O mesmo autor diz ainda: “Os desejos mais privados e pontos de vista de alguém, são as coisas que devem ser mudadas.” Portanto, todo o desejo verdadeiro de mudança vem deste pressuposto: Cristo morreu por nós, e consigo nos deu a condição de morrermos pelo outro. A raiz do desejo de transformação é o Sacrifício de Cristo. Que tem no seu âmago o outro. Neste caso, nós.

  A parábola do jovem rico, que não abandonou o que tinha (MT 19: 16-22), e a vocação de Pedro para ser pescador de homens (MT 4, 19-20) são a dicotomia entre o pobre desejo e o profundo desejo de mudança.

Não desanimes! Põe tua confiança no Senhor, olha ao teu redor e tente novamente.

 

Luiz Fernandes (Nando)

Consagrado da Comunidade Paz e Mel

luuizfernandes@yahoo.com.br


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