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Os esplendores do Natal

São Paulo nos assegura que, para ele, viver é Cristo. S. Pedro, diante do desafio de eventualmente ter que abandonar o Mestre, assegura não haver outra pessoa a quem ir: “Só tu tens palavras de vida eterna”. Tomé, por fim, se prostra diante de Jesus ressuscitado reconhecendo-o, em nome de todos os fieis, seu Senhor e Deus.
O mistério central do Cristianismo resume-se na acolhida de um homem como seu Deus. Os discípulos reconhecem que Jesus não só diz palavras de Deus, mas se identifica com a Palavra de Deus, o que equivale a dizer que não só o que Ele diz deve ser acolhido, como mensagem divina, mas sua própria pessoa, com todos os seus gestos, expressam a presença de Deus entre nós e nos trazem salvação. Não basta, pois, ensinar uma doutrina cristã. É preciso acolher a Pessoa de Jesus. Não basta conhecer os princípios do Evangelho, mas é preciso amar Jesus sobre todas as coisas.O Natal é a expressão mais querida da vida cristã, que acolhe e se alegra com o Redentor.
A Igreja monta duas mesas para a celebração litúrgica. Uma é a Mesa da Palavra, onde se anuncia a Boa Nova da Salvação e outra é a Mesa do Pão, onde se torna presente a própria pessoa de Jesus, sob a aparência do pão e do vinho. Na primeira Ele fala e na segunda ele nos visita em pessoa, para estar conosco, sem necessidade de falar.
O ordem de evangelizar não se restringe ao ensino de uma doutrina. Envolve testemunho. Nós amamos Jesus Cristo. Por isso o acolhemos em cada momento de sua vida, desde a concepção, no seio de Maria Virgem, ao nascimento na gruta de Belém; desde sua vida pública à Cruz e Ressurreição. Em cada etapa descobrimos um gesto de amor, de redenção, de vida.
Festejamos, com maior solenidade e especial alegria, seu nascimento e sua ressurreição. São dois momentos fundantes da vida cristã: o mistério da encarnação e o mistério da redenção. No primeiro ficamos absortos com a benignidade de Deus que veio identificar-se conosco. Tornou-se um dos nossos. Não só é nosso Deus mas também nosso irmão. Tornou-se nosso próximo, o mais próximo de todos, para nos tornar também próximos uns dos outros. Podemos exclamar: ó admirável mistério! É incomensurável, impenetrável, incompreensível. O único gesto diante dele é a fé: Creio em Jesus Cristo, o Filho único do Pai que, por nós homens e para a nossa salvação, se fez homem.
Só com este gesto de amor Ele transformou a humanidade. Assumiu-a em sua própria Pessoa. Sendo Deus tornou-se um dos nossos. E amou-nos até o fim, o que significa até o extremo de dar sua vida por nós.
O segundo mistério, retratado pela morte e ressurreição, aponta para nossa situação pecadora. Faz parte de seu plano: Não veio para uma humanidade santa, pacífica, acolhedora, carinhosa. Enfrentou a violência, a pobreza, a corrupção, a rejeição. Diríamos que não valeu a pena vir. Saiu perdendo. Contudo reconhecemos, a partir da fé, o quanto nos valeu esta vinda e quanto valeu a pena! Segundo S. Paulo Ele se humilhou até a morte e morte de Crus. Por isso recebeu um nome que está acima de todo nome para que, diante dele, se dobre todo o joelho e toda língua proclame que ele está na glória de Deus.

Dom Dadeus Grings

Fonte: www.arquidiocesepoa.org.br


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