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Formação

Orar e Trabalhar

Comecei a escrever este texto durante a minha última semana de férias. Energias carregadas, hora de “arregaçar as mangas” e voltar ao trabalho. Porém, volto ao trabalho com algumas mudanças ou, ao menos, propostas de mudanças.

Durante as férias, li um livro muito bom, simples, direto e de linguagem fácil - “No Ritmo dos Monges”, do monge beneditino Anselm Grün. Um livro que recomendo especialmente para quem – assim como eu estava – está desorganizado e atribulado pelas atividades do dia a dia, com a sensação de não ter tempo para nada (nem mesmo para Deus). O enfoque principal do livro é a nossa relação com o tempo – como lidamos com ele, de modo especial, na nossa vida profissional e espiritual.

Partilho com vocês dois grandes apelos que a leitura do livro me suscitou e que pretendo torná-los parte do meu dia a dia. O primeiro deles tem especial utilidade para mim no trabalho. Trata-se de “estar” inteiramente naquilo que se está fazendo, ter foco e ser centrado na atividade que se está desenvolvendo. Evitar fazer várias tarefas ao mesmo tempo, mesmo que estas sejam aparentemente simples, como falar ao telefone tentando adiantar alguma resposta por e-mail (o que faço muito). É muito comum, eu estar fazendo alguma atividade e, antes de terminá-la, passar para outra que surge pelo caminho e assim por diante. Quando percebo, estou com quatro ou cinco coisas “em andamento”. Desta forma, o trabalho acaba sendo cansativo e improdutivo. Além disso, a cabeça fica armazenando várias informações ao mesmo tempo, fico num ritmo alucinado e muitas vezes confuso. Chego em casa desgastado e cansado.

O autor através do seu testemunho ensina algo que devo observar com mais atenção. Assim ele nos diz: “Apesar do excesso de trabalho diário, encontro tempo para o silêncio e oração, para estar sozinho, ler e escrever”. Dessa frase, posso partir para o segundo apelo que desejo pôr em prática. Este apelo é em relação à oração, tão importante e tantas vezes deixada em segundo plano. É preciso que saibamos conciliar as atividades do dia a dia com a oração, de forma ordenada e com discernimento. A oração tem que ser a disposição inicial do discípulo do Mestre, o momento em que abrimos o dia para colocar todas as atividades no discernimento da vontade de Deus para a nossa vida. Por isso, o carisma NPM nos ensina a começarmos
o dia com um diálogo íntimo com Jesus, através da leitura e meditação da Palavra, procurando escutar o que nosso Mestre tem para nos dizer e nos ensinar a cada dia.

O livro conta também a história de um monge que “sentia-se triste e com pensamentos sombrios” e que, então, pergunta a Deus como conseguir a salvação. Um anjo apareceu-lhe e pediu-lhe que olhasse para trás. Olhando para trás, ele viu um homem muito parecido com ele sentado, trabalhando. Em seguida, ele levantou e rezou; sentou-se novamente para trabalhar, levantou-se outra vez e foi rezar. E o anjo disse ao monge: “Faze assim e alcançarás a salvação”. Com isso, o autor ensina a importância de uma boa ordenação do tempo; organizando nosso tempo entre oração e trabalho, encontraremos salvação e saúde. “A boa ordem externa lhe fará bem à alma e ao corpo”. Destinando tempo específico à oração e ao trabalho, poderemos nos entregar por inteiro a cada um deles.

Orar e Trabalhar; uma das regras de São Bento e título de outro livro do Anselm Grün que quero ler. Quem sabe, partilharei em breve...

Tiago Pedrini
Comunidade Nos Passos do Mestre
tiago@nospassosdomestre.com.br


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