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Formação

A Emergência Educativa

Há 50 anos realizou-se o Concílio Vaticano II. Entre seus 16 documentos dedicou um à Educação, com o título latino de “Gravissimum Educationis”. Recolhe um longo esforço de reflexão e de práticas sobre o tema, especialmente do magistério eclesiástico, sempre muito atento ao problema.

Constata, primeiramente, uma mudança de perspectiva. Passa, decididamente, da consideração das instituições para a própria educação. É o conceito de educação que dá sentido e forma às instituições de ensino. Não vice-versa. Começa, por isso, a delinear a centralidade da pessoa humana. Fala, conseqüentemente, de uma educação integral, física, intelectual, moral e religiosa.

Podemos sintetizar em três as exigências da educação, no contexto de abertura para o mundo contemporâneo. Em primeiro lugar encontra-se a centralidade da pessoa dentro de um amplo pluralismo. Isto envolve uma atitude de não apenas enunciar os princípios, mas também aplicá-los às circunstâncias concretas. O objetivo consiste em lançar as bases de um novo humanismo. Nele o homem e a mulher, a criança, o jovem, adulto e idoso, são definidos pela responsabilidade recíproca e com a história. É preciso levar em conta o desenvolvimento harmônico das qualidades físicas, morais, intelectuais e religiosas, para educar no sentido de assumir a responsabilidade na vida pessoal e comunitária.

Em segundo lugar vem a exigência de uma educação para a integralidade, em ordem ao fim último: à participação na vida social; à formação de uma verdadeira imagem do ser humano, criado à imagem de Deus e constituído de corpo e alma, ambos com suas exigências próprias; ao desenvolvimento da capacidade de admirar, intuir, contemplar, formar um juízo pessoal, cultivar o sentido religioso, moral e social da vida.

Em terceiro lugar está a garantia de que a educação não se reduza à obra de uma pessoa, nem de uma instituição, mas envolva uma comunidade educativa, colocando-se ao serviço da pessoa. A escola católica apresenta este ambiente comunitário, permeado do espírito evangélico, de liberdade e de caridade, manifestando assim sua natureza eclesial.

Neste contexto da educação, a Igreja encoraja a missão própria do professor/a. Convida os jovens a tomar consciência da excelência da vocação docente, mostrando-se disponíveis para realizá-lo com espírito de generosidade. A educação cristã, bem como as instituições escolares católicas, não têm fim em si mesmas. São, pelo contrário, expressão da caridade, da justiça e da solidariedade humana e cristã.

Dom Dadeus Grings

Fonte: www.arquidiocesepoa.org.br


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