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Formação

Os Atos dos Apóstolos e o Espírito Santo

Estamos vivendo em nossa liturgia o Tempo Pascal. Momento propício e precioso para refletirmos, meditarmos e orarmos com os olhos voltados para nosso Jesus Mestre Ressuscitado. As leituras nesse tempo nos apresentam de um lado a origem da nossa Igreja, nos Atos dos Apóstolos – com seus problemas, atritos, alegrias e experiências iniciais – e de outro lado a Igreja Triunfante, a Jerusalém Celeste, no livro do Apocalipse – com miríades de miríades e de milhares de milhares de criaturas a cantar, louvar e glorificar a Deus. Em outras palavras, vemos nossa origem e nosso destino.

Mas a proposta é refletirmos um pouco a nossa origem, a que está no livro dos Atos dos Apóstolos. O livro é uma continuação do Evangelho de São Lucas, que foi companheiro de São Paulo em algumas de suas viagens, escrito por volta do ano 62 d.C, ou seja, a experiência da Ressurreição era ainda muito recente. Pode-se dizer que o traço característico e a essência do livro, e que acompanhará o relato até o fim, está logo no primeiro capítulo. “...descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo.” (At 1,8)

A expressão “Espírito Santo” aparece 42 vezes no livro (na Bíblia toda aparece apenas 98 vezes): é Ele que assistia aos apóstolos (At 9,31), falava (At 13,2), tomava decisões e opinava (At 15,28), impedia determinadas ações (At 16,6), descia sobre eles e enchia as pessoas com seu Ser (At 19,6 e At 6,5), constituía Bispos (At 20,28), testemunhava (At 5,32) e enviava para a missão (At 13,4). Assim percebemos como as primeiras comunidades se deixavam guiar pela ação do Espírito Santo, com confiança e coragem. Paulo chega a afirmar que “de cidade em cidade, o Espírito Santo me assegura que me esperam em Jerusalém cadeias e perseguições.” (At 20,23). Mas ainda assim, confiante nos caminhos que o Espírito Santo preparava, seguiu sua viagem à Jerusalém.

À luz dessa breve reflexão podemos parar um pouco e meditar: como está nossa relação com o Espírito Santo? Que nível de confiança depositamos em Suas decisões? Em Seus propósitos? Optamos pela porta estreita que Ele nos apresenta ou nos atiramos na larga porta da perdição? Nossa relação com o Espírito Santo está mais parecida com as passagens acima citadas ou com a passagem na qual Paulo pergunta aos fiéis de Éfeso se haviam recebido o Espírito Santo e eles respondem: “Não, nem sequer ouvimos dizer que há um Espírito Santo!” (At 19,2)? Que possamos aproveitar esse tempo que nossa liturgia nos prepara para nos aproximarmos mais do Espírito Santo, e assim estarmos mais atentos ao que o nosso Mestre nos fala. E também mais atentos às necessidades, principalmente espirituais, de nossos irmãos.
Tiago Pedrini
Comunidade Nos Passos do Mestre
Twitter: @tpedrini
E-mail: tiago@nospassosdomestre.com.br 

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